A rendição de Fachin
Crise no STF paralisa plenário e expõe guerra entre ministros sobre comando da Polícia Federal

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, cancelou a sessão plenária desta quarta-feira após o ministro Flávio Dino determinar a reintegração de Andrei Rodrigues à direção da Polícia Federal, revertendo decisão de André Mendonça. O episódio expõe a desorganização institucional em uma Corte onde ministros anulem mutuamente suas decisões.
⚖️ A crise que paralisa o STF
O cancelamento escancara a impotência de Fachin em impor ordem em tribunal que se tornou campo de batalha. A crise, que inicialmente opunha Mendonça e Alexandre de Moraes, agora se estende a Dino, que age para proteger o núcleo do poder enquanto a credibilidade da instituição se desintegra. A reintegração de Andrei menos de 24 horas após o afastamento é afronta direta à autoridade de Mendonça e evidencia que a lei é usada como arma política.
📋 Os atores e suas motivações
- 🔍 André Mendonça: acusa a PF de monitoramento ilegal para beneficiar Moraes
- 🛡️ Flávio Dino: argumenta que remoção do diretor comprometeria investigações, mas protege aliados de Moraes
- 📱 Polícia Federal: tornou-se ator político ao apoiar publicamente a manutenção de Andrei
- ⚠️ Fachin: preferiu adiar confronto a enfrentar a guerra interna que contamina economia e eleição
📅 O que vem pela frente
Fachin pautou para 15 de setembro, às 10h, sessão extraordinária do plenário para decidir se autoriza a PF a investigar Alexandre de Moraes com base em relatório que expõe sua relação com Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Moraes chega fragilizado: perdeu a relatoria usada contra Mendonça e agora depende dos votos dos colegas para não ser formalmente investigado. Para Mendonça, é o resultado buscado desde a divulgação do relatório da PF — mas o desfecho real sai apenas no dia marcado, quando o plenário decidir se abre ou arquiva o pedido.
💬 “O dever de zelar pela integridade do Tribunal”
— Edson Fachin, em nota sobre a convocação da sessão extraordinária
Fachin afirmou em nota que cabe a cada integrante da Corte esclarecer o ocorrido e, se necessário, imputar responsabilidades. A decisão de pautar o julgamento também respondeu à pressão de colegas, ex-ministros do STF e interlocutores do governo Lula para que o presidente desse desfecho ao imbróglio.
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