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PF encontra rastros da lobista de Lulinha nos Correios

🕐 29/08/2026 às 14:37 Relevante News
PF encontra rastros da lobista de Lulinha nos Correios

A Polícia Federal investiga possível intermediação ilegal de negócios entre a empresária Roberta Luchsinger e os Correios, a partir de documentos encontrados no celular da suspeita. O caso expõe a dinâmica de contratações na estatal, marcada por ineficiência administrativa e práticas que suscitam questionamentos sobre a gestão de recursos públicos.

📱 O contrato suspeito

A investigação partiu de uma minuta de contrato e mensagens localizadas no dispositivo de Roberta. O documento refere-se a um acordo entre a empresa RL Consultoria e Intermediações, da qual ela é sócia, e a Safe Consig Tecnologia da Informação, que fornece plataforma para gerenciar empréstimos consignados de servidores públicos.

Na minuta, está previsto o pagamento de comissão de 50% sobre as vendas realizadas pela Safe Consig. O trecho do documento é claro:

💬 “A título de comissão pelas vendas que realizar, fará jus ao percentual de 50%, que deverá ser calculado sobre o valor total verificado no sistema de financiamento da contratante Safe, mais especificamente sobre o valor líquido”

— Minuta de contrato encontrada no celular de Roberta Luchsinger

⏰ Cronologia e a contratação dos Correios

Em 13 de maio de 2024, Roberta enviou mensagem a um interlocutor afirmando que assinaria o acordo. A frase foi simples: “Saulo me mandou revisado agora. Vou assinar, tá?”

A investigação apura se “Saulo” refere-se a Saulo de Tasso Alves Caracas Dino, sócio da Safe Consig. Procurado, ele negou conhecer qualquer contrato entre sua empresa e a de Roberta.

Duas semanas após a mensagem, a Safe Consig foi contratada pelos Correios. O acordo concedeu à estatal direito de usar a plataforma para administrar margem de empréstimos consignados de 84 mil funcionários, com desconto direto em folha de pagamento.

⚖️ O que vem a seguir

A Polícia Federal continua apurando se houve intermediação indevida no processo de contratação e se as comissões foram efetivamente pagas. O caso se soma a outras fragilidades administrativas da estatal, apontando para a necessidade de revisão dos critérios de seleção de fornecedores e maior controle sobre contratações em órgãos públicos.

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