Carta aberta ao ministro Édson Fachin do jornalista censurado por Moraes
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Carta aberta ao ministro Édson Fachin do jornalista censurado por Moraes

Jornalista investigado por Moraes pede ao STF arquivamento após apreensão de equipamentos e quebra de sigilo

🕐 11/09/2026 às 08:40 Equipe Topic News
Carta aberta ao ministro Édson Fachin do jornalista censurado por Moraes
Foto: Divulgação

O jornalista Luís Pablo, investigado pelo Supremo Tribunal Federal sob condução do ministro Alexandre de Moraes, publicou carta aberta endereçada ao presidente da corte, Edson Fachin, contestando a investigação e pedindo o arquivamento do caso. A ação reacende o debate sobre sigilo de fontes e liberdade de imprensa no país.

📋 Os pontos centrais da denúncia contra o jornalista

A investigação começou após reportagem publicada por Pablo sobre o uso de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão pelo ministro Flávio Dino e seus familiares. Segundo o jornalista, ele recebeu a informação, apurou adequadamente, procurou oficialmente as instituições envolvidas e publicou matéria de interesse público.

  • 🔍 Equipamentos apreendidos: dois celulares, um computador e um HD foram levados da residência do jornalista
  • ⏱️ Período sem ferramentas: aproximadamente 70 dias sem seus instrumentos de trabalho
  • 💬 Sigilo quebrado: identificação e exposição de fonte jornalística
  • 💰 Acusação de pagamento: investigadores citaram R$ 100 mil, que Pablo afirma ser empréstimo pessoal devolvido

⚖️ A defesa e as contradições da investigação

💬 “Mesmo após o acesso aos meus aparelhos, mensagens e dados financeiros, não foi encontrada prova de pagamento por reportagens. A própria Polícia Federal afirmou não ser possível apontar ‘com máxima certeza’ que os R$ 100 mil fossem pagamento por matérias”

— Luís Pablo, em carta ao presidente do STF

O jornalista questiona a falta de evidências concretas contra ele. Ressalta que nenhuma prova demonstra perseguição, monitoramento ou recebimento indevido. A Polícia Federal não conseguiu confirmar com certeza que os valores fossem ligados a reportagens, e documentos comprovam que o dinheiro foi devolvido posteriormente como empréstimo pessoal.

📌 O que vem adiante

A carta aguarda análise do ministro Edson Fachin, que deverá decidir sobre possível arquivamento do caso. A questão coloca em xeque o compromisso institucional do Supremo Tribunal Federal com a liberdade de imprensa e o sigilo de fontes jornalísticas — direitos que a própria corte afirma defender como fundamentais.

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