CFM faz alerta gravíssimo: Projeto de Lei pode criminalizar a obstetrícia e afastar médicos da assistência ao parto
CFM alerta que criminalizar decisões médicas no parto pode afastar obstetras e prejudicar mulheres

O Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu alerta contra o Projeto de Lei 2.373/2023, em discussão na Câmara dos Deputados, que prevê criminalizar condutas médicas durante gestação, parto e puerpério. A entidade teme que a medida afaste obstetras das salas de parto e comprometa a assistência, especialmente no SUS.
⚖️ O que propõe o projeto
O substitutivo da deputada Rogéria Santos transforma em crime decisões profissionais relacionadas à assistência obstétrica, com penas que chegam à prisão. A proposta busca responsabilizar médicos por procedimentos, atendimento, observância de protocolos e escolhas clínicas tomadas durante o parto.
🏥 Por que o CFM se opõe
Para a entidade, criminalizar decisões médicas cria grave insegurança jurídica. A medicina obstétrica exige avaliações contínuas: uma conduta considerada desnecessária em um momento pode ser vital minutos depois, dependendo da evolução clínica e emergências imprevistas.
💬 Na sala de parto não pode existir temor sobre decisões que devem ser tomadas para proteger a vida da mãe ou do bebê
— Conselho Federal de Medicina
⚠️ Efeitos práticos temidos
- 🚨 Êxodo de obstetras: criminalização pode afastar profissionais da especialidade
- 🏥 Redução de disponibilidade: menos médicos nas salas de parto
- 👩⚕️ Maior impacto no SUS: mulheres mais pobres sofrerão com falta de assistência
- ⚖️ Instrumentos já existem: Brasil dispõe de mecanismos legais para responsabilizar negligência, imprudência e imperícia
📌 O argumento central
O CFM defende que proteger a mulher significa garantir a presença de um médico preparado, tecnicamente responsável e juridicamente seguro para tomar decisões no momento crítico do parto. Conceitos vagos em lei penal geram insegurança sem melhorar a proteção.
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