Lula explica o que pensa de quem trabalha e revolta os brasileiros
Lula comenta sobre trabalho braçal e oposição resgata contraste com postura de Bolsonaro perante profissionais de rua

Em discurso aberto no sábado, o presidente Lula fez declarações sobre trabalho braçal que repercutiram nas redes sociais. A frase “Coletor de lixo é uma coisa pobre (…) não é uma profissão que dá orgulho” foi registrada e amplificada, gerando resposta imediata de lideranças da oposição que contrastaram o episódio com postura anterior de Jair Bolsonaro em relação a trabalhadores de rua.
💬 O que foi dito
“Coletor de lixo é uma coisa pobre (…) não é uma profissão que dá orgulho”
— Fala do presidente registrada por Marcos Petrucelli
A declaração foi enquadrada por senadores e deputados como um menosprezo direto à categoria. O senador Jorge Seif Junior resumiu: “O presidente da República, ao vivo, chamou a profissão de lixeiro de ‘coisa pobre’ e disse que o trabalhador não tem orgulho do que faz.”
👤 Reações da oposição
- 🎙️ Nikolas Ferreira (deputado): “O trabalho deles é digno. Ninguém tem orgulho é de roubar”
- ⚖️ Sanderson (deputado): “Gari é trabalhador e merece RESPEITO”
- 🔍 General Pazuello: “Bolsonaro parava no meio da rua para cumprimentar quem trabalha de verdade. A diferença aparece nos gestos”
📌 O contraste com Bolsonaro
Lideranças bolsonaristas recuperaram registro de 21 de maio de 2021, quando Bolsonaro parou a comitiva presidencial no Distrito Federal para conversar com garis. O analista Clarke de Souza resgatou a data para marcar a diferença de postura. Flávio Bolsonaro publicou o vídeo da fala presidencial questionando: “O que você achou da fala do pai do Lulinha?”
A oposição vincula o episódio ao contexto familiar: no mesmo fim de semana, a revista Veja divulgava reportagem sobre atividades do filho do presidente, reforçando o argumento de que haveria distanciamento entre o discurso de valorização do trabalho e a prática dentro do círculo presidencial.
🗳️ Desdobramentos
O episódio integra narrativa pré-eleitoral sobre valores e reconhecimento do trabalho humilde. Deputados bolsonaristas indicam que o tema será levado ao debate público até as eleições, posicionando a questão como contraste moral entre respeito ao trabalhador de rua versus desprezo institucional. A base da oposição sinaliza que a urna será espaço de resposta.
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