O erro crucial de Gonet e o acerto dentro da legalidade de André Mendonça
Procurador-geral pede nulidade de investigações que o envolvem, dividindo opiniões dentro da própria PGR

Paulo Gonet, procurador-geral da República, pediu a nulidade das investigações que o envolvem e alegou ser impróprio continuar no caso. Segundo informações obtidas por fontes internas da PGR, até mesmo integrantes da cúpula da instituição questionam a permanência de Gonet à frente do inquérito, sugerindo que o vice-PGR Hindemburgo Chateaubriand assumisse o caso. Apesar disso, Gonet decidiu manter-se no processo.
📋 O argumento de Gonet
A manifestação do PGR sustenta que, mesmo caso fossem encontrados indícios de irregularidade, não caberia a ele aprofundar investigações envolvendo um colega. A alegação é que a decisão de investigar com maior detalhamento deveria recair sobre outro órgão, não sobre o próprio procurador.
⚖️ O que precedeu o pedido
O “colega” referido é o ministro Alexandre de Moraes. O procurador Mendonça solicitou à Polícia Federal que identificasse o interlocutor de Vorcaro em conversas cujas mensagens foram apagadas. Os investigadores apontaram que o interlocutor era Moraes. Mendonça, então, encaminhou o caso para o plenário do STF, conforme o procedimento estabelecido.
🔭 O que vem a seguir
A decisão sobre manter ou não Gonet no caso permanece indefinida. A questão tende a gerar novos desdobramentos na estrutura interna da PGR e pode impactar a condução de futuras investigações envolvendo membros do Judiciário.
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