O uso de documento apócrifo por Moraes contra Mendonça e a fábrica de dossiês na PF
Dossiê de Moraes contra ministro Mendonça é apenas o início de operação clandestina sistemática dentro da PF

Alexandre de Moraes utilizou um documento apócrifo da Polícia Federal para tentar retaliar o ministro André Mendonça, mas servidores da instituição confirmam que a prática de elaboração de dossiês contra autoridades dos Três Poderes e jornalistas se tornou rotina. Segundo relato de funcionários, o caso de Mendonça “é só a ponta do iceberg”, com dezenas — alguns apontam centenas — de documentos produzidos de forma sistemática.
📋 A estrutura clandestina dentro da PF
A produção desses dossiês teria começado timidamente anos atrás, vinculada ao inquérito das Fake News, mas se institucionalizou com a posse de Lula e a chegada de Andrei Rodrigues à direção da corporação. Para centralizar a operação, criou-se a Unidade de Análise de Dados de Inteligência Policial (UADIP), que não consta formalmente no organograma da PF, reforçando seu caráter clandestino.
- 🔍 Operação sem transparência: a unidade não segue parâmetros de relatórios de inteligência do Sistema Brasileiro de Inteligência
- ⚖️ Violação de atribuições: atividades de inteligência na PF são restritas; produção de conhecimento estratégico compete à Abin
- 📌 Alinhamento direto: Andrei Rodrigues supervisionava a elaboração e se alinhava diretamente com Moraes
⚠️ Os problemas jurídicos do dossiê contra Mendonça
O documento contém informações equivocadas, afirmando que Mendonça não poderia cobrar diligências diretamente à PF — quando, na verdade, ministros que presidem inquéritos no Supremo Tribunal Federal possuem total liberdade para acessar acervo probatório e demandar delegados e procuradores.
💬 “O caso do dossiê contra Mendonça é ainda pior por se tratar de um ministro do STF”
— Análise sobre a gravidade da conduta
🔗 Precedentes de abuso institucional
O escândalo remete à Operação Satiagraha, no segundo mandato de Lula, quando PF e Abin selaram parceria informal em investigações de interesse presidencial. O caso envolveu escuta no gabinete do ministro Gilmar Mendes, causando queda do delegado Paulo Lacerda e exoneração de vários servidores acusados de violação de sigilo funcional.
📌 O que vem a seguir: A revelação sobre dezenas ou centenas de dossiês clandestinos tende a provocar investigações sobre possíveis desvios de conduta, violações de sigilo e abuso de poder na estrutura atual da Polícia Federal, potencialmente afetando credibilidade institucional da corporação.
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