Procurador de Justiça desmonta tentativa patética de equivalência moral entre Mendonça e Moraes
Procurador questiona cobertura de imprensa que equipara posições de Mendonça e Moraes na crise do STF como matéria de opinião

O Procurador de Justiça Marcelo Rocha Monteiro publicou análise crítica sobre a cobertura da imprensa ao comparar os posicionamentos de André Mendonça e Alexandre de Moraes na atual crise do Supremo Tribunal Federal. O texto questiona a tentativa de estabelecer equivalência moral entre os dois ministros, apontando o que chamou de “inversão de valores” no Brasil contemporâneo.
🎭 A falsa equivalência moral
Monteiro critica a cobertura de veículos como Folha/UOL e GloboNews por formularem a questão como “quem está certo” entre os dois ministros, como se fosse matéria de opinião jurídica. Para o procurador, trata-se de uma questão moral, não técnica. Ele argumenta que a mídia tenta criar um falso equilíbrio entre posições radicalmente distintas.
💰 Os números que pesam
Segundo Monteiro, os chamados “erros dos dois lados” não têm equivalência:
- 💸 Moraes teria recebido 129 milhões junto com sua família de Vorcaro
- ⚖️ Mendonça cumpriu a lei ao comunicar ao presidente Fachin sobre as provas encontradas na investigação
- 🔍 O procurador questiona se aconselhar um criminoso sobre fuga, após receber fortuna dele, constitui um mero “erro”
📋 O novo critério para decisões judiciais
Monteiro replica argumentos de juristas citados na cobertura que sugeriram ser “errado” Mendonça levantar sigilo sobre Moraes às vésperas das eleições SEM PESAR IMPACTOS POLÍTICOS. Ele aponta que isso estabeleceria um perigoso precedente: decisões judiciais deixariam de se basear em provas e lei, passando a considerar conveniência política. O procurador encerra com ironia: será que juristas pedirão punição de Mendonça por “infidelidade partidária”?
💬 “É a ideia de ‘coligação’ PT-STF sendo levada ao pé da letra”
— Análise de Marcelo Rocha Monteiro sobre o critério político em decisões judiciais
🔭 O que se espera
A análise do procurador coloca em debate o papel da imprensa na cobertura de conflitos institucionais e o risco de relativizar condutas ilícitas em nome do “equilíbrio”. A questão fundo é se critérios políticos devem orientar decisões do Poder Judiciário.
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