A profecia do cartório: Na casa da produtora de Dark Horse a PF apreende a certidão de óbito do método inquisitorial de Brasília
Produtora registrou ameaças de operação policial antes de ser alvo de busca da PF

Karina Gama, produtora do filme sobre Jair Bolsonaro, registrou em documento juramentado antes de sofrer operação da Polícia Federal que havia recebido pressões para delatar Flávio Bolsonaro. A PF cumpriu mandado de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira e apreendeu exatamente o documento que descrevia a coação alegada pela empresária.
📋 O que o documento revela
A declaração juramentada de quatro páginas, redigida e datada antes da operação, detalha com precisão de horários e nomes o que Karina descreve como pressão política coordenada:
- 🕐 22 de maio de 2026, às 9h07: Fernando Sarney, filho do ex-presidente, ofereceu apoio jurídico e citou proximidade com Flávio Dino, sugerindo delação premiada
- 🕐 27 de agosto de 2026, às 11h22: Um líder religioso com trânsito no governo e no Supremo Tribunal Federal procurou a produtora a pedido de autoridades, oferecendo proteção se ela fizesse delação
- 📰 Um jornalista da imprensa tradicional pressionou, afirmando que recusa resultaria em medidas judiciais imediatas
⚖️ A contradição da operação
O documento apreendido não incrimina Karina Gama. Ela deixou registrado: “Como não cometi nenhuma irregularidade e como não fiz nenhuma delação premiada, tenho receio de que alguma operação policial possa ser realizada contra a minha pessoa por retaliação política.” Exatamente o que aconteceu horas depois. A Polícia Federal cumpriu a ameaça que ela havia documentado preventivamente.
🎯 O contexto político
A operação ocorre dias após pesquisa do PoderData apontar que Flávio Bolsonaro lidera no segundo turno contra o presidente da República. O episódio evidencia uma dinâmica onde a delação premiada deixou de ser meio de obtenção de prova para funcionar como instrumento de pressão política, segundo críticos do processo.
🔭 O desdobramento: O documento apreendido pela PF não incrimina a produtora. Permanece em aberto se as autoridades investigarão as pressões descritas pela empresária ou se a operação será tratada como simples cumprimento de mandado independente das alegações.
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