Fachin e Mendonça querem julgamento aberto enquanto uma certa ala de ministros quer sessão fechada
STF se divide sobre abrir ou fechar julgamento que pode investigar Alexandre de Moraes

Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, realizou reuniões reservadas nesta quinta-feira para alinhar os preparativos da sessão plenária extraordinária de terça-feira que vai analisar o pedido do ministro André Mendonça para investigar Alexandre de Moraes. O encontro contou com a presença de ministros da Corte e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e teve como foco principal a definição do rito processual para o julgamento.
⚖️ O ponto de divisão: sessão aberta ou fechada
A principal questão em debate é o formato do julgamento. Fachin é favorável à transmissão pública ao vivo pela TV Justiça, posição compartilhada por Mendonça, relator do caso. Por outro lado, uma ala do Supremo ligada a Moraes defende a realização de debates em sessão secreta, a portas fechadas. A decisão final sobre qual rito será adotado ainda será anunciada pelo presidente da Corte.
📌 O contexto do julgamento
O pedido de investigação está inserido nos desdobramentos do caso Banco Master, que permanece sob análise na instituição. Fachin busca construir um consenso interno antes da sessão, estudando os formatos possíveis para minimizar futuras contestações sobre a legitimidade do procedimento.
🔭 O que vem a seguir: A decisão sobre transparência do julgamento pode impactar a confiança pública na instituição. Se aprovada a sessão aberta, a sociedade acompanhará em tempo real os argumentos sobre a investigação de um dos ministros mais controversos do Tribunal. A escolha reflete também tensões internas sobre accountability e discrição institucional.
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