Moraes acusa Mendonça de proteger determinado grupo político e acaba sendo desmoralizado
Moraes acusa Mendonça de reter documentos do caso Banco Master; relator rebate com argumentos técnicos antes do julgamento

Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin Mendonça travam novo embate no Supremo Tribunal Federal. O ministro relator do caso Banco Master acusa o colega de proteger grupos políticos e reter documentos, enquanto Mendonça rebate as acusações com argumentos técnicos sobre a disponibilização dos autos que serão julgados terça-feira, 15.
📋 O confronto entre os ministros
Moraes afirmou ao presidente da Corte, Edson Fachin, que os demais ministros seguem sem acesso integral aos documentos do processo. Também alegou que o levantamento de sigilo teria excluído 180 documentos relacionados ao caso Master. Mendonça, em despacho oficial, classificou essa tabela como “imprestável” e desmentiu a existência de liberação parcial dos autos.
⚖️ A defesa técnica de Mendonça
O ministro sustentou que diferenças nos números de peças entre o sistema STF Digital e o material disponibilizado não comprovam ocultação. Segundo ele, existem “múltiplas razões” para essas discrepâncias:
- 🔄 Documentos trasladados para outros procedimentos por autonomia temática
- 📄 Peças classificadas como internas — comunicações processuais como ofícios e mandados cumpridos
- 📌 Ritos processuais próprios que exigem autuação em petições separadas
Mendonça citou como exemplo a Petição 16.662, que contém o relatório da Polícia Federal com mensagens de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a Moraes. A peça foi desentranhada de procedimento anterior e autuada separadamente, explicando a diferença de contagem.
🔐 A questão da publicidade dos autos
Conforme Mendonça, “todas as peças efetivamente disponíveis foram devidamente publicizadas”. O ministro argumenta que uma análise “prudente e responsável” impede publicizar toda a totalidade dos procedimentos, considerando investigações em andamento e proteção de dados pessoais dos investigados.
💬 “Comprova-se cabalmente a imprestabilidade da tabela apresentada para a finalidade almejada. O que se tem como fato é que: todas as peças efetivamente disponíveis foram devidamente publicizadas”
— Cristiano Zanin Mendonça, em despacho ao STF
📌 O que vem a seguir: O julgamento do caso Banco Master no plenário da Corte, marcado para terça-feira, 15, promete ser tenso. O confronto entre Moraes e Mendonça reflete divisões internas no STF sobre transparência processual e condução de investigações sensíveis. A decisão dos ministros sobre acesso aos documentos pode impactar outros processos de natureza similar.
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