Poucas horas antes do julgamento de Moraes, vaza informação chocante de dentro do Governo Trump
EUA preparam retorno de sanções contra Moraes enquanto STF decide investigação do ministro

Autoridades dos Estados Unidos sinalizam que novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes podem ser retomadas a qualquer momento, conforme apurou a coluna do UOL. A movimentação ocorre às vésperas de sessão crucial no Supremo Tribunal Federal que deve deliberar sobre investigação do ministro, com possíveis desdobramentos internacionais.
🇺🇸 Sanções americanas em suspenso
O Departamento de Estado, sob comando de Marco Rúbio, teria a prerrogativa de reativar as punições financeiras contra Moraes através da OFAC (Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA). O processo que originou a imposição da Lei Global Magnitsky no ano passado continua sendo considerado válido pelo Tesouro dos EUA.
As sanções atingiriam não apenas o ministro, mas também sua esposa, Viviane Barci, e o escritório do casal. O Tesouro americano, quando procurado, recusou-se a comentar a possibilidade.
⚖️ Contexto da crise no STF
A situação intensificou-se após o ministro André Mendonça solicitar ao plenário da Corte investigação sobre Moraes por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça divulgou supostas mensagens nas quais Vorcaro pediria orientações sobre processos judiciais e policiais sigilosos.
Paralelamente, constatou-se que o escritório do qual Viviane Barci é sócia fechou contrato multimilionário com Vorcaro no mesmo período, alimentando questionamentos sobre conflitos de interesse.
💬 O Departamento de Estado tem acompanhado de perto a crise dentro do Supremo, detonada pelo pedido do ministro André Mendonça para que o plenário da Corte decida se Moraes deve ser investigado
— Coluna do UOL
📍 Pressão diplomática e movimentações
O resultado da sessão de amanhã no STF deve influenciar decisão final do Departamento de Estado sobre retomada das sanções. Existe possibilidade também de extensão das medidas a ministros como Flávio Dino e Gilmar Mendes, embora o processo burocrático possa ser mais longo.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo viajam a Washington na próxima quarta-feira para reuniões que, conforme fontes americanas, podem “acelerar” as sanções contra Moraes e demais envolvidos.
- 🔄 Desfazimento anterior: No ano passado, o Departamento de Estado removeu as sanções citando “novas prioridades” da política externa, após negociação triangulada envolvendo Lula, empresários como Joesley Batista e auxiliares de Trump, como o embaixador Richard Grenell
- 📊 Pesquisa eleitoral: Levantamento encomendado pelo governo Trump indicou que brasileiros não veriam eventual retomada como interferência eleitoral nem a conectariam ao senador Flávio Bolsonaro
- ⚡ Divisão interna: Governo Trump está dividido entre ala que gostaria de apoiar abertamente Flávio Bolsonaro e outra que deseja manter distância para não prejudicar relações em eventual quarto mandato de Lula
📌 O que acompanhar
A decisão final do STF amanhã será marco decisório tanto para o futuro institucional de Moraes quanto para as prioridades de política externa do governo Trump em relação ao Brasil. Washington aguarda o desenrolar dos eventos antes de formalizar retomada de sanções, sinalizando que fatores institucionais domésticos brasileiros determinam suas ações diplomáticas neste momento.
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