Revelada a desculpa esfarrapada de Gilmar ao pedir vista do caso Andrei Rodrigues
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Revelada a desculpa esfarrapada de Gilmar ao pedir vista do caso Andrei Rodrigues

Gilmar Mendes paralisa julgamento e questiona competência do STF sobre afastamento de diretor da PF

🕐 08/09/2026 às 19:40 Equipe Topic News
Revelada a desculpa esfarrapada de Gilmar ao pedir vista do caso Andrei Rodrigues
Foto: Divulgação

Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do processo que analisa o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado por André Mendonça. O ministro questiona a competência da Segunda Turma para julgar o caso e alerta sobre possível “desequilíbrio da disputa político-eleitoral”.

⚖️ Os argumentos de Gilmar Mendes

O ministro apresentou três justificativas para suspender o julgamento e encaminhá-lo ao plenário do STF:

  • 🕐 Falta de tempo: o processo foi incluído na pauta menos de uma hora antes da sessão virtual, impedindo análise completa dos autos
  • 📋 Conflito processual: a medida cautelar que afasta o dirigente máximo da PF contraria dispositivos do Código de Processo Penal e do Regimento Interno do STF
  • 📍 Jurisdição incorreta: elementos indicam que a competência pertence ao plenário, não à Segunda Turma

🔗 A conexão com Moraes

Conforme destacou Gilmar, a fundamentação da decisão registra que o relatório de inteligência teria sido elaborado pelo diretor-geral da PF após provocação de Alexandre de Moraes, integrante da Primeira Turma. Para o ministro, isso torna o plenário competente para examinar os atos atribuídos a um membro do próprio Tribunal.

🗳️ A questão eleitoral

💬 “A inconstitucionalidade de decisões jurisdicionais tendentes a promover o desequilíbrio da disputa político-eleitoral”

— Fundamentação de Gilmar Mendes em ADPF anterior do STF

O ministro citou precedente vinculante da Corte que reconhece a necessidade de neutralidade estatal em relação a partidos e candidatos, invocando o princípio da paridade de armas nas disputas políticas.

📌 O que acontece agora

O pedido de vista interrompeu temporariamente o julgamento, embora já exista maioria formada na Segunda Turma para manter a decisão de Mendonça. André Mendonça havia determinado, em 1º de setembro de 2026, que o tema fosse levado ao plenário em sessão presencial e pública. Um procedimento já está em andamento na Presidência do STF para analisar questões relacionadas ao mesmo episódio, incluindo também o afastamento de Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da PF.

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