URGENTE: Durante operação, PF encontra documento que pode atingir Flávio Dino em cheio
Produtora de filme sobre Bolsonaro relata ter recebido abordagens para delação premiada durante investigação sobre irregularidades

A Polícia Federal apreendeu um documento de quatro páginas na residência de Karina Gama, produtora do filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro, durante cumprimento de mandados nesta quinta-feira. No material, apresentado como declaração juramentada, a empresária relata ter recebido abordagens de três pessoas distintas tentando convencê-la a realizar uma delação premiada envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. Segundo Karina, os contatos ocorreram em meio a investigações sobre possíveis irregularidades na produção do filme.
💼 Contato com Fernando Sarney
Um dos nomes citados no documento é o empresário Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney. Conforme o relato, Sarney teria se apresentado afirmando possuir “grande proximidade com o ministro Flávio Dino” e oferecido apoio jurídico caso Karina aceitasse colaborar. A empresária rejeitou a proposta, argumentando não haver motivo para adotar tal medida. Procurado, Sarney negou o episódio e afirmou sequer conhecer Karina.
💬 “Diante da abordagem, não manifestei interesse em realizar colaboração premiada, pois não identificava — e continuo não identificando — qualquer razão para adotar tal medida”
— Declaração de Karina Gama no documento apreendido
📱 Outros contatos reportados
- 🙏 Um pastor, descrito como amigo de longa data, ligou em 27 de agosto afirmando ter proximidade com pessoas do Governo Lula e ministros do Supremo Tribunal Federal, oferecendo a delação como forma de evitar “complicação” à produtora
- 📰 Um jornalista teria insistido para que Karina considerasse a colaboração premiada, afirmando estar “servindo de bucha de canhão para o candidato”
⚖️ Preocupação com retaliação política
Karina sustenta que a semelhança entre os contatos e as mensagens recebidas levantou preocupações sobre possível interferência externa em sua situação jurídica. A empresária afirma não ter cometido irregularidades e teme que operações policiais possam ser motivadas por retaliação política e não por prática de ilícitos. Ela registrou os episódios para “preservar contemporaneamente os fatos” e permitir verificação posterior pelas autoridades competentes.
O documento foi localizado durante operação que investiga possíveis irregularidades e desvios de recursos ligados à produção de Dark Horse. As declarações constantes no material deverão ser avaliadas pelos investigadores da Polícia Federal junto aos demais elementos da apuração.
📌 O que vem a seguir: As investigações prosseguem com análise das abordagens relatadas por Karina. A veracidade das alegações dependerá de evidências adicionais, como registros telefônicos e depoimentos das três pessoas mencionadas. A possibilidade de interferência indevida em investigações criminais, se comprovada, constituiria crime grave sob legislação federal.
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